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26 de mai. de 2011

Leilão do Aeroporto de São Gonçado do Amarante - Demanda por edital é mantida em sigilo


Duas semanas após o lançamento do edital do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a movimentação dos investidores em busca do documento – que contém as regras da disputa pela concessão do empreendimento - é mantida em sigilo pela Agência Nacional de Aviação (Anac). Entretanto, o governo do estado e a própria iniciativa privada reiteram que o interesse no projeto existe e ultrapassa as fronteiras do Brasil. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama, investidores e operadores em atuação em países como Alemanha, Estados Unidos, Argentina, França e Itália, além de grandes grupos nacionais, planejam entrar na disputa pelo projeto, o primeiro do setor aeroportuário que será concedido no Brasil.
O edital do leilão do Aeroporto foi publicado há duas semanas. O leilão está marcado para julho“A governadora está acompanhando diretamente o andamento desse processo e, pelo nosso acompanhamento, somente a China não apresentou interesse pelo documento”, diz o secretário.

Com obras que se arrastam há mais de uma década, o aeroporto será concedido à iniciativa privada dada a declarada impossibilidade do poder público de concluí-lo por conta própria. A concessão será feita por meio de leilão e terá prazo de 28 anos, dos quais três para construção e 25 para exploração do complexo.

Os prazos para o início do contrato, que deverá ser assinado pelo vencedor do leilão em 21 de outubro, e para a conclusão das obras, até 2014, são considerados exequíveis para a iniciativa privada, de acordo com Benito Gama. “Seria complicado para o governo por questões orçamentárias. Mas agora tratado como prioridade passando para a iniciativa privada, acredito que poderá ser entregue até mesmo antes do prazo final”, conclui.

Entre os interessados, está o grupo carioca MPE, que atua há cerca de 24 anos na manutenção de aeroportos, como o Galeão, Santos Dumont, Cumbica, Manaus, entre outros em todo país; com prestação de serviços para a Petrobras - uma das principais fontes de receita do grupo – além de atividades nas áreas de engenharia, montagem e agronegócios

Por ser a privatização do projeto a primeira do Brasil para o setor aeroportuário, com vistas a realização do Campeonato Mundial de Futebol de 2014, o presidente do grupo MPE Renato Abreu, espera uma concorrência acirrada, com até oito empresas disputando de forma direta. “Como esse é o primeiro a ser feito nesse formato estamos com interesse para sentir o termômetro do mercado. Como o Nordeste é um forte pólo turístico, mais próximo a Europa, a tendência é de crescimento e fomento do turismo e do fluxo de passageiros nos próximos anos”, ressalta. Ele não descarta a possibilidade de incorporar outros dois grupos para concorrer como concessionaria.

Há mais de um ano, explica o presidente do grupo MPE, que investidores acompanham a possibilidade de a iniciativa privada passar a investir no setor. “Mesmo sem o edital, já tínhamos o espírito desse documento e sabíamos das exigências. Por isso, os prazos e valores poderão ser executados”, disse Renato Abreu. O grupo espera entregar com até seis meses de antecedência o terminal, caso arremate o projeto.


Fonte: Tribuna do Norte

7 de fev. de 2011

Jatos executivos ganham mercado

Cresce 50% a frota desses modelos de aviões em Londrina e Maringá. Setor permanece aquecido em 2011
Fotos: Celso Pacheco
Conforme o empresário e piloto, Mario Pozzobon, a tendência do mercado em Londrina é de crescimento
A aviação executiva não para de crescer no País. Antes sinônimo de ostentação, os jatos executivos tiveram sua fama transformada e hoje significam flexibilidade, ganho de tempo e privacidade. O reconhecimento das vantagens econômicas e competitivas de possuir um avião particular reflete em números consistentes. Ao contrário de outros países, esse segmento no Brasil passou incólume pela crise econômica em 2008 e cresceu 12% em 2009 - já o faturamento da aviação executiva global caiu de US$ 23 bilhões para US$ 17 bilhões. A expansão antige hangares por todo o Brasil, incluindo cidades de médio porte como Londrina e Maringá que viram a frota de aviões executivos quase dobrar nos últimos dois anos.

A expansão desse mercado pega carona nas várias deficiências que o sistema aéreo do País apresenta há um bom tempo e na falta de comodidade das empresas comercias para clientes de alto poder aquisitivo. ''A expectativa de crescimento para esse ano é de 6% a 8%, repetindo o feito de 2010. São Paulo e Rio de Janeiro são os maiores consumidores desse produto, entretanto, no ano passado, Minas Gerais apareceu com elevada taxa e, caso mantenha esse crescimento, deverá ultrapassar o Rio de Janeiro em 2011'', disse Ricardo Nogueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

No âmbito regional o cenário não é diferente. Cada vez mais empresários e empresas vêm descobrindo os benefícios de ter sua própria aeronave. Londrina e Maringá, por exemplo, estão lotando hangares com vários modelos. De 2008 a 2010, o número de aviões executivos nas duas cidades dobrou. Quem já tinha, modernizou, e quem não era adepto e dispunha de muito dinheiro, aderiu.

''A tendência de crescimento é significativa para este ano. Temos mais três aeronaves para chegar nos próximos dias, de pessoas que ainda não tinham um avião'', comemora Mario Pozzobon, de Londrina, piloto há 26 anos e dono da American Táxi Aéreo, empresa que viu o número de aviões em seu hangar duplicar nos últimos 24 meses. No local ficam 18 aeronaves, que variam de R$ 1 milhão a R$ 8 milhões. ''São aviões de grandes empresários londrinenses, que podem ir e voltar a hora que quiser, sem depender de horários preestabelecidos, mudanças de destinos e tantos outros problemas enfrentados hoje pela avião comercial. É sem dúvida uma ferramenta de trabalho'', completa Pozzobon.

Maringá também contabiliza números significativos nesse segmento. A cidade dispõe de cinco hangares, que juntos abrigam 30 aviões. São modelos que variam de R$ 300 mil a R$ 12 milhões. Em breve mais cinco hangares serão abertos, em regime de urgência. ''O crescimento em dois anos chegou a 50% e esperamos números ainda mais otimistas daqui para frente'', informou Fernando Antonio Pires de Moraes, gerente de operações e segurança do aeroporto de Maringá. Entre os próximos hangares que serão abertos, um conta com um espaço de 2 mil metros.

Custo

Manter um avião executivo sai caro. Os custos envolvem, além das parcelas do leasing - a forma usual de compra - a manutenção e operação, que engloba despesas como combustível. Para encher o tanque de um jatinho PT-LNC modelo C-550 Citation, por exemplo, o proprietário tem que desembolsar algo em torno de R$ 6 mil. Depois vem o aluguel do hangar, que em Londrina custa de R$ 2 mil a R$ 5 mil por mês, dependendo do modelo do avião. Por fim o salário do piloto, que pode variar de R$ 8 mil a R$ 25 mil.
Fonte: Folha de Londrina - Elaine Souza
Reportagem Local

13 de ago. de 2010

TAM e LAN se unem e voarão para 23 países

Criação da Latam prevê fechamento de capital da TAM no Brasil e migração dos acionistas para ações da LAN

A TAM celebrou nesta sexta-feira uma união com a LAN Airlines, criando a Latam Airlines Group. Em fato relevante divulgado há instantes ao mercado financeiro, a empresa brasileira diz que o grupo formado por meio da operação oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países, e serviços de transporte aéreo de carga para toda a América Latina e para o mundo. A empresa vai contar com mais de 40 mil funcionários.
Pelo memorando de entendimentos, tanto os acionistas da TAM quanto da LAN manterão o controle de suas empresas. No caso da TAM, o controlador ficará com 80% do capital votante, além de uma participação na LAN. Haverá uma oferta pública de permuta que culminará no cancelamento de registro de companhia aberta da TAM e na criação de recibos de ações da LAN no Brasil, com migração dos acionistas para esta nova empresa
Desta forma, a TAM deixará de ter suas ações listadas e negociadas na BM&FBovespa e seus ADRs na Bolsa de Nova York, e a LAN passará a ter BDRs listados e negociados na BM&FBovespa, além das ações já listadas e negociadas na Bolsa de Valores de Chile e dos ADRs já listados e negociados em Nova York.
A LAN terá sua denominação social alterada para Latam Airlines Group, mas as marcas TAM e LAN Airlines serão mantidas, uma vez que cada companhia continuará a atuar com sua respectiva marca.
Os acionistas controladores realizarão a administração da Latam de forma compartilhada, alinhados em todas as atividades deste novo grupo: Mauricio Rolim Amaro, atual Vice Presidente do Conselho de Administração da TAM, será o presidente do Conselho de Administração da Latam, e Enrique Cueto, atual Vice Presidente da LAN, será o Vice Presidente Executivo da Latam.
Além das aprovações regulatórias necessárias para cumprimento da legislação chilena, a operação será submetida à aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.

7 de jun. de 2010

Divulgação de Evento


O VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional está sendo divulgado por diversos sites como o http://www.aviacaonoticias.com/2010/06/vii-encontro-paranaense-de-seguranca.html e o site da ABAG. (www.abag.org.br)
O evento ganha destaque e importância no cenário nacional. Prestigie você também.

25 de mai. de 2010

Brasil e União Europeia querem reduzir déficit de voos entre continentes

RIO - Brasil e União Europeia (UE) deram o primeiro passo para reduzir o atual déficit de voos para o continente europeu. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o vice-presidente da Comissão Europeia, Siim Kallas, assinaram, nesta terça-feira, uma declaração com o objetivo de integrar o sistema aeroviário da Europa e do Brasil.
Em um dos acordos previstos, as companhias aéreas dos países-membros da UE passam a ser designadas como comunitárias ou europeias, em vez de serem identificadas por suas nacionalidade como acontece hoje. Assim, uma companhia alemã, por exemplo, poderá solicitar rotas ao Brasil partindo da França ou da Espanha, o que na prática irá ampliar o número de voos entre os dois continentes.

Segundo a diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, esse acordo deve entrar em vigor até o fim do ano já que é necessária documentação de todas as empresas aéreas dos 27 países-membros da UE.

Atualmente, há 198 voos semanais entre Brasil e Europa, que transportam mais de 20 milhões de pessoas. Essas rotas, porém, só ligam o Brasil a sete países. Outras 20 nações da UE não têm voo direto para cá. Portugal lidera o número de voos, com 58 por semana.

- Temos hoje um déficit (de voos) por parte o Brasil. A União Europeia se encontra praticamente no limite dos acordos bilaterais de rotas, e as empresas brasileiras têm que manter ocupadas as rotas correspondentes à essas concessões. Esse acordo vai estimular as empresas brasileiras a usarem as rotas concedidas pela Europa - disse Jobim.

O outro acordo, que começa a vigorar em 14 de julho, vai impulsionar as exportações de produtos aeronáuticos de fabricantes brasileiras para a Europa, pois as instituições reguladoras brasileira e europeia vão reconhecer os certificados de aeronavegabilidade, evitando burocracia. Para Solange Vieira, a expectativa é que as exportações da Embraer aumentem em 20%.

Copa 2014

Jobim disse ainda que as obras previstas para ampliar a capacidade dos aeroportos brasileiros para a Copa do Mundo de 2014 estão sob controle e que os que dizem o contrário fazem "profecias catastrofistas".

- Ninguém gosta de ouvir profecias sobre o bem, todos gostam de ouvir profecias sobre o mal. As pessoas dificilmente se juntam para amar ou para gostar. O gosto e o amor são individuais, não são coletivos. Isso é uma característica típica desse setor - disse Jobim, ao ser perguntado sobre os gargalos nos aeroportos brasileiros e seu impacto sobre a Copa de 2014.

Nesta terça-feira, o jornal O Globo publicou reportagem que mostra que um estudo do próprio governo aponta gargalos em metade dos 16 aeroportos que serão usados na Copa . Segundo Jobim, as dificuldades existentes dizem respeito a certos limites da lei 8666, a lei de licitações, mas o cronograma está sob controle.

- Toda previsão de crescimento (de passageiros) está sobre controle. Fala-se muito da Copa, mas há que se lembrar que a Copa são apenas dois meses de um total de 12 meses no ano. Ela vai representar apenas 2% dos 10% de crescimento do ano - disse o ministro. - Nossa preocupação não é especificamente com a Copa do Mundo nem com as Olimpíadas. É com o aumento significativo da aviação civil no Brasil.

A garantia de profissionalização dos quadros da aviação civil foi um dos pontos indicados pelo ministro que estão sendo cumpridos. Ele citou ainda as estruturas metálicas que serão colocadas em alguns aeroportos para ampliar a capacidade os terminais, a exemplo do que vem sendo feito em Florianópolis.

- São soluções temporárias para aumentar o conforto (do passageiro).

Joim informou ainda que está estudando deixar a cargo da iniciativa privada a construção de aeroportos destinados a aviação geral, ou seja, táxis aéreos e executivos.

- Não se justifica fazer melhorias nos aerorportos visando à aviação geral. Há uma ideia de chamar as empresas privadas para que se construam aeroportos específicos para aviação geral - disse o ministro, sem dar detalhes sobre o projeto.

Publicada em 25/05/2010 às 13h32m

O Globo online

27 de abr. de 2010

Ocean Air muda de nome, para Avianca Brasil, com novos investimentos

SÃO PAULO - O presidente da Avianca no Brasil, José Efromovich, anunciou nesta segunda-feira a mudança da marca Ocean Air Linhas Aéreas para Avianca. A alteração também inclui a entrada de novas aeronaves modelo Airbus A-319 na frota da empresa brasileira. O primeiro avião já chegou e entra em operação nos próximos dias, na rota Porto Alegre-Guarulhos-Brasília-Salvador, onde irá operar durante dois meses. Em seguida, esta aeronave passará a ser utilizada na ponte-aérea

A alteração da marca foi feita via um contrato de uso do nome Avianca pela Ocean Air, que do ponto de vista jurídico continua sendo Ocean Air. Isso porque o grupo Taca-Avianca também pertence ao grupo Sinergy, do empresário German Efromovich, e que também detém a Ocean Air.

Ainda de acordo com José Efromovich, há negociações para que o grupo Taca-Avianca adquira até 20% da Ocean Air, dentro do que é permitido pela legislação brasileira para participação de estrangeiros no setor aéreo.

O investimento previsto na Ocean Air para esse ano é de R$ 250 milhões, sendo quase R$ 200 milhões serão direcionados para a aquisição de aeronaves. Com os novos aviões - o segundo chega até o final de maio, o terceiro até o final de junho e o quarto até dez de 2010 - a empresa espera aumentar em até 30% a oferta de assentos.

Todos os aviões Airbus que farão parte da Avianca Brasil terão 132 acentos e classe única, equivalente à classe econômica. José Efromovich disse que, por enquanto, a empresa não vai aposentar os Fokker-100, rebatizados pela companhia de MK-28 por acreditar que ainda são importantes para a companhia.

Sobre a política de preços, ele assinalou que a companhia vai continuar praticando tarifas justas e competitivas no mercado, apesar das aquisições realizadas. A companhia está de olho na chamada nova classe C e, para isso, estuda, em parceria com instituições financeiras, a criação de planos de pagamentos diferenciados, com a possibilidade de parcelamento em até 24 vezes. Hoje, as passagens podem ser adquiridas em até 6 parcelas ou em até 10 vezes, dependendo da promoção.

A Avianca Brasil também poderá vir a realizar voos internacionais, mas ainda não foi definido o prazo para início desses voos e os destinos, a partir do Brasil. Ele destacou que, para a realização de voos que não tenham que passar pela Colômbia, que é o centro de distribuição externo (hub) da Avianca Internacional, a Avianca Brasil poderia criar novas rotas, que não passem necessariamente por lá.

O Globo Online | Publicada em 26/04/2010 - Érica Ribeiro

23 de abr. de 2010

TAM cobra US$ 50 por lugar com mais espaço no avião. Na Azul, o conforto custa R$ 20

RIO - Ter poucos centímetros a mais de conforto durante uma viagem de avião na classe econômica já é uma opção, desde que se esteja disposto a pagar mais por isso. Empresas como TAM e Azul oferecem aos passageiros poltronas com mais espaços para as pernas. E cobram por isso. Na Azul, por R$ 20, consegue-se sete centímetros: em vez de 79 cm de distância para a poltrona da frente, o passageiro viaja numa fileira com um espaço de 86cm. Na TAM, a opção custa US$ 50 e vale para os assentos da primeira fila ou para as poltronas localizadas nas saídas de emergência, mais espaçosas - as distâncias variam de acordo com a aeronave, e a empresa não informou de quanto seriam.
A cobrança diferenciada na TAM só está disponível na classe econômica dos voos para Miami, Nova York e Orlando, nos EUA. Trata-se de um projeto piloto, lançado há dois meses. Segundo a empresa, o valor adicional é oferecido ao passageiro no balcão de check-in. No caso de uma passagem para Miami, saindo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o bilhete mais barato, com partida no dia 29, custa R$ 1.084,80, apenas o trecho de ida. Com a taxa adicional, sobe para R$ 1.173,05. O bilhete mais caro para a mesma data e destino é encontrado a R$ 1.245,77 e, com os US$ 50 adicionais, convertidos para o real (R$ 88,25 pela cotação de ontem), passa a custar R$ 1.334,02.

A TAM explicou que os assentos da primeira fileira continuam valendo para atendimento preferencial - gestantes, deficientes físicos, pessoas com dificuldade de locomoção ou com crianças de colo - são prioridade e, para esses passageiros, não há cobrança adicional. A companhia estuda ampliar a cobrança de tarifas diferenciadas para outros voos internacionais e domésticos, ainda sem data prevista.

Já a Azul Linhas Aéreas, que só tem voos domésticos, cobra R$ 20 pela área chamada Espaço Azul, que corresponde às cinco primeiras fileiras das aeronaves Embraer 190 e 195. Nessas poltronas, a diferença entre uma e outra é de 86cm, enquanto nas demais o espaço entre os assentos é de 79cm. As companhias aéreas Gol, Webjet e OceanAir informaram não fazem cobrança adicional pelas poltronas em locais onde há mais espaço no interior de suas aeronaves.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que as empresas têm liberdade para fazer cobranças diferenciadas porque, pela lei, a tarifa é livre e não precisa de acompanhamento da agência reguladora. Em março, a Anac criou um selo que deve estar nos aviões brasileiros, informando o espaço útil em centímetros entre um assento e outro na aeronave usada em cada voo. As empresas terão até setembro para cumprir a determinação.

O Globo Online

Publicada em 22/04/2010 às 21h58m

Erica Ribeiro

7 de abr. de 2010

VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional

Estão confirmadas presenças da Air Safety (treinamento e assessoria); TAM, GOL, AZUL, CENIPA e ANAC no VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional que acontecerá no dia 12/06/2010. O evento já é tradição do curso de Ciências Aeronáuticas e tem como objetivos principais aproximar a comunidade aeronáutica regional dos profissionais das grandes companhias brasileiras e dos órgãos homologadores e fiscalizadores. Neste ano, o tema central do evento é o Gerenciamento de Riscos, principal ferramenta do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO).
Os profissionais estarão mostrando como funciona o SGSO nas suas companhias. O CENIPA e a ANAC estarão apresentando visões dos setores sobre a implantação do SGSO no Brasil.
É uma oportunidade imperdível para os alunos agregarem o conhecimento dos palestrantes às teorias já ministradas.
Após o evento (às 20 horas) haverá Coquetel de Comemoração aos 10 anos do curso de Ciências Aeronáuticas, onde serão homenageadas autoridades, entre outras atividades festivas.

4 de abr. de 2010

Falta de pilotos pode travar setor aéreo em dois anos

Há tempos o país enfrenta dificuldades para recrutar pilotos de aviões comerciais, devido ao número reduzido de pessoas que se profissionalizam para exercer esta tarefa. Com o crescimento projetado para o turismo do Brasil, que está às vésperas de sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, o setor aéreo tende a entrar em colapso em, no máximo, três anos.
Entre 2007 e 2009, a média de licenciamento de novos pilotos comerciais de linhas aéreas foi de 373 profissionais por ano. Esse número é suficiente para atender apenas 62 novas aeronaves, de acordo com especialistas ouvidos pelo R7. TAM, Gol e Azul, juntas, absorveriam pelo menos 70% desse total, considerando o número de aviões que elas compram a cada ano.
Isso porque é preciso ter 12 pilotos por avião em uso no país, para que se formem seis duplas por aeronave, entre piloto e copiloto. Esse arranjo é necessário porque ambas as categorias profissionais têm limites de horas para voar.

Nesse cenário, sobraria menos de um terço dos formandos para atender todo o restante do mercado, que inclui as outras empresas que precisam repor seus quadros devido à aposentadoria de seus pilotos, companhias aéreas internacionais e novatas como Webjet e OceanAir.

O número é considerado “irrisório” pelo diretor de relações institucionais da Azul, Adalberto Febeliano.

- Vai faltar piloto daqui a dois ou três anos. Não tem piloto para mais ninguém.

Custo caro afasta interessados

Um dos principais empecilhos para quem quer ser piloto é o preço do curso. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informa que o investimento necessário para este tipo de formação vai de R$ 14 mil a R$ 70 mil.

O superintendente de capacitação e desenvolvimento da agência, Sidney Nogueira, afirma que formar um piloto é certamente o processo que mais exige investimento financeiro de um aspirante à profissão.

- Sem contar que o candidato também precisa reunir outras habilidades e características bem específicas, como ter boa visão, boa audição e reflexos apurados. Por isso é que esta é provavelmente a área da aviação civil em que a oferta de profissionais é mais escassa.

Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), conta que realmente as vagas mais procuradas são de pilotos e de comissários. O problema, segundo ela, é que os cursos são “extremamente caros e longos”.

Fonte: Letícia Casado (R7 Notícias)

11 de mar. de 2010

TAM recebe novo Airbus A319; frota soma hoje 135 jatos

A Tam recebeu hoje mais uma nova aeronave A319 (foto acima), vinda diretamente da fábrica da Airbus em Hamburgo, na Alemanha. O avião veio carregado com três toneladas de suprimentos humanitários coletados pela Cruz Vermelha e pelo Consulado Geral do Chile na cidade alemã. O material foi enviado ontem à noite para Santiago, no Chile, em voo regular da aérea. A ação foi coordenada pela Fundação Airbus com o objetivo de ajudar as vítimas do terremoto no Chile.
Com capacidade para transportar até 144 passageiros, o novo A319 será utilizado pela companhia nos voos domésticos. A frota da empresa passa a contar com um total de 135 unidades, sendo 128 modelos da Airbus (24 A319, 81 A320, cinco A321, 16 A330 e dois A340) e sete da Boeing (quatro B777-300ER e três B767-300).

Fonte: Portal Panrotas

8 de mar. de 2010

Helicópteros de grande porte começam a operar no pré-sal

A exploração de petróleo no pré-sal começa a provocar mudanças no mercado offshore. Dois helicópteros de grande porte, modelo S92 da americana Sikorsky, recém-adquiridos pela BHS, já estão sendo utilizados pela Petrobras para transporte offshore até o Campo de Tupi, na Bacia de Santos, a 300 km da costa.
Sikorsky S-92 recém-entregue à BHS, ainda com matrícula canadense, no Aeroporto de Guararapes, Recife

Além destes, outros três grandes helicópteros EC-225 Super Puma da francesa Eurocopter entraram em operação na Bacia de Campos. As cinco novas aeronaves da BHS, contratadas pela Petrobras, já ultrapassaram a marca de 500 horas de vôo.

“Estamos cumprindo todos os prazos contratuais com a Petrobras. Já estamos operando esses novos modelos de helicópteros especiais, totalmente equipados para transportar passageiros a grandes distâncias. Eles têm até 4,5 horas de autonomia de vôo e podem levar 18 pessoas às áreas mais distantes do pré-sal.”, informa Décio Galvão, diretor da BHS Helicópteros.

Outro helicóptero modelo S92, da Sikorky, deve entrar em operação até o final da próxima semana; e até junho mais três aeronaves adquiridas pela BHS chegam ao Brasil, completando a frota de nove contratada pela Petrobras.

No final do mês passado, a BHS foi homenageada pela francesa Eurocopter e pela americana Sikorsky por ser a primeira empresa a operar comercialmente esses novos modelos de helicópteros no Brasil. A cerimônia ocorreu durante a feira da HAI (Helicopter Association International), a maior do setor no mundo, realizada este ano em Houston, no Texas (EUA).

Fonte: Portal Fator Brasil

Gol e TAM ficam com mais slots de Congonhas após redistribuição

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) redistribuiu nesta segunda-feira 202 direitos de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas em São Paulo, ou 57 por cento do total de 355 slots oferecidos.
A companhia aérea Gol foi a que ficou com maior quantidade de slots, 56 ao todo. A TAM, líder de mercado, levou 54 slots, enquanto a OceanAir escolheu outros 38 slots. As três empresas já operam em Congonhas e, por isso, tiveram prioridade no processo de escolha.

Entre as que não atuam no aeroporto paulista, a NHT Linhas Aéreas foi a única a conseguir horários para pousos e decolagens em dias úteis. Dos 28 slots obtidos pela NHT, metade refere-se a pousos e decolagens diários, de segunda-feira a domingo. Os demais são apenas para os finais de semana.

A NHT atua no mercado aéreo regional desde agosto de 2006 e opera atualmente na região Sul. A empresa tem uma frota de seis aviões para 19 passageiros e 2 tripulantes.

Além disso, a WebJet ficou com 18 slots e a Azul com oito.

A distribuição dos slots pela Anac estava prevista para acontecer no começo de fevereiro, mas foi adiada algumas vezes devido ao esforço na Justiça da Pantanal, empresa aérea comprada pela TAM, para manter 61 slots que a agência reguladora pretendia redistribuir.

Na semana passada, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade autorizar a Anac a distribuir os horários de pousos e decolagens da Pantanal em Congonhas, perdidos devido a um número de cancelamentos de voos acima do permitido pelas regras.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello

Plantão OI Globo Online| Publicada em 08/03/2010 às 16h59m

Reuters/Brasil Online

17 de dez. de 2009

Boeing 787 levanta voo com dois anos de atraso



O novo Boeing 787 fez seu voo inaugural nos Estados Unidos com dois anos de atraso.

A empresa espera que o dreamliner revolucione as viagens aéreas, já que ele é o primeiro avião comercial feito principalmente de ligas de carbono em vez de alumínio.

Isso significaria uma economia de 20% de combustível, o que reduziria os custos de voo.

Mas a boeing enfrenta a competição direta da Airbus. O super jumbo A380 já está voando há dois anos e a empresa está desenvolvendo um rival para o dreamliner.

Além disso, apesar de ter recebido mais de 800 pedidos de compra, os primeiros 787 deveriam ter começado a operar no ano passado, mas os sérios atrasos na produção podem representar mais um ano de espera e alguns clientes já cancelaram os pedidos.

Fonte: BBC

15 de dez. de 2009

Funcionários da British Airways anunciam greve durante Natal

Pilotos e comissários de bordo da companhia aérea British Airways decidiram entrar em greve do dia 22 de dezembro até 2 de janeiro.

A decisão foi tomada em uma assembléia dos funcionários. Eles reclamam de cortes de vagas e mudanças nos contratos de trabalho.

"Não é preciso dizer que foi com pesar que tomamos esta decisão de atrapalhar passageiros e clientes durante o período de Natal", disse Len McCluskey, um dos diretores do sindicato Unite, que representa a categoria.

McCluskey disse ainda que o sindicato está disposto a manter as negociações.

No entanto, o presidente da British Airways, Willie Walsh, disse que a decisão dos funcionários era "cínica" e demonstrava "falta de consideração com nossos clientes, com nossa empresa e com outros funcionários".

Passageiros

Walsh disse que a companhia fará todo o possível para limitar os efeitos da greve.

Em um comunicado, a British Airways informou que clientes com passagens marcadas para os dias da greve, assim como nas 48 horas antes ou depois dessas datas, poderão remarcar suas passagens para outro voo da companhia nos próximos 12 meses, sem cobrança de taxas extras.

A companhia também afirma que irá avisar seus clientes sobre mudanças nos voos por meio de email ou SMS.

Ainda não está claro, porém, com que gravidade a greve vai afetar os passageiros, que voos serão cancelados ou que tipo de indenização os clientes prejudicados poderão receber.

O editor de viagens do jornal britânico The Independent, Simon Calder, disse que os passageiros afetados podem ter dificuldades em mudar seus planos de viagem.

"Isso vai custar a um milhão de pessoas suas viagens de Natal", disse Calder. "Não há mais assentos livres na maioria das outras companhias aéreas, e caso você consiga uma passagem, vai custar uma fortuna."

A greve foi motivada por mudanças implementadas pela empresa em novembro. A British Airways reduziu o número de tripulantes em voos de longa distância de 15 para 14 e congelou os salários por dois anos.

O sindicato diz que os cortes envolvem importantes mudanças contratuais para os funcionários de bordo.

A British Airways afirma que precisa cortar gastos urgentemente. No mês passado, a empresa revelou perdas de 292 milhões de libras (cerca de R$ 831 milhões) no primeiro semestre e anunciou que terá de cortar mais 1,2 mil vagas.

Fonte: BBC

25 de nov. de 2009

Azul avança na disputa online de cias aéreas

742734A empresa Azul teve dois picos no seu market share de visitas  online no segundo semestre, enquanto as líderes Gol e TAM apresentaram diminuição.

No pico mais recente, a Azul chegou a ficar em segundo lugar no market share de visitas online do setor de companhias aéreas. É o que revelou o estudo da Serasa Experian Hitwise, que leva em consideração a navegação de 90 mil pessoas.

A Azul, em diversos momentos da pesquisa, se descolou dos concorrentes Webjet (www.webjet.com.br), Trip (www.voetrip.com.br) e Ocean Air (www.oceanair.com.br) e encosta nos líderes Gol (www.voegol.com.br) e TAM (www.tam.com.br).

No Brasil o mercado aéreo é mais concentrado, os sites dos três líderes brasileiros (Gol, TAM e Azul) têm 73,3% do market share de visitas. Nos Estados Unidos, os líderes Southwest, Delta e American Airline somam 37,14% das visitas.

O tráfego online dos sites da Gol, TAM e Azul vêm principalmente dos sites de busca (33%), sites de viagem (entre 24% e 30%) e de outros sites do setor aéreo (entre 19 e 25%).

Na hora de fazer a busca, quase sempre o internauta usa a marca (86,8%), o endereço da companhia (6,5%) ou seu programa de fidelidade (2,1%), o que leva a crer que o público sabe o que quer na hora que faz a pesquisa online.

Fonte: INFO

9 de nov. de 2009

O embarque imediato da Azul

Ana Lúcia Moura Fé, da INFO

SÃO PAULO - David Neeleman, fundador da empresa aérea Azul, fala sobre a tecnologia a bordo dos aviões.

david-neeleman-azul-20091021062320[1] A carreira de David Neeleman, de 49 anos, tem a velocidade de um jato. Em 1979, aos 20 anos, o paulista filho de americanos pregava a fé como missionário mórmon em favelas cariocas e cidades nordestinas. Em 2000, criou, nos Estados Unidos, a Jet- Blue, companhia aérea de baixo custo premiada como uma das mais eficientes daquele país. Passou de vendedor de pacotes turísticos a integrante da lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time. Em 2008, Neeleman criou a Azul Linhas Aéreas, que opera a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Em pouco mais de seis meses a empresa tornou-se a terceira maior do país, atrás da Gol e da TAM. Em junho transportou 650 mil pessoas em 74 voos diários para 14 destinos. Na sede da Azul, em Barueri, São Paulo, entre uma consulta e outra ao seu BlackBerry, Neeleman falou à INFO sobre a tecnologia a bordo dos aviões.

INFO - Sua primeira companhia aérea, a Morris Air, foi pioneira no uso do bilhete eletrônico. Por que vocês adotaram essa solução?

NEELEMAN - O bilhete comprado e emitido por computador aboliu aquele carnê com uma página para cada trecho a ser voado. Pudemos dispensar os papéis e simplificar o controle administrativo. Isso reduziu os custos e facilitou o embarque. A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) trabalha para abolir bilhetes impressos. Isso vai salvar milhões de árvores todos os anos.

INFO - A Azul é conhecida pelas passagens baratas. Vocês cortaram serviços para baixar custos?

NEELEMAN - Antes da Azul, pagavam-se 700 reais para ir a Fortaleza porque não havia opção mais barata. Agora, a viagem custa metade desse valor. Nossa tarifas são resultado de eficiência. Não usamos carrinhos de bebidas e comidas e não oferecemos sanduíches ruins. Temos bebidas e snacks que são servidos em cestas pelas comissárias de bordo. Mas alguns dos nossos jatos têm monitores individuais de televisão em todas as poltronas.

INFO - Haverá TV ao vivo nos voos?

NEELEMAN - Sim. Em 2010 toda a nossa frota oferecerá até 36 canais de TV ao vivo. Serão os canais da NET. Os passageiros poderão ver novelas, telejornais, e, se tudo der certo, os jogos de futebol da Copa do Mundo, em junho do próximo ano. Os equipamentos necessários para isso estão sendo desenvolvidos pela LiveTV, a empresa que domina a tecnologia de TV ao vivo em aviões.

INFO - Vocês divulgaram que teriam TV ao vivo neste semestre. Qual a razão para o adiamento?

NEELEMAN - Basicamente a antena. O satélite que difunde sinais de TV no Brasil usa uma frequência diferente da que é empregada nos Estados Unidos. É preciso desenvolver uma nova antena. Depois, ela terá de passar pelo processo de certificação.

INFO - A Azul vai ter rede sem fio para acesso à internet nos voos, como a JetBlue?

NEELEMAN - A internet nos aviões ainda é cara demais para o passageiro comum. Por isso, não vamos instalá-la nos aviões da Azul.

INFO - A Azul usa aviões E-Jets 190 e 195, da Embraer. Por que esses modelos?

NEELEMAN - São aviões com 106 e 118 assentos, respectivamente. Esse tamanho atende a nossa estratégia de oferecer linhas diretas entre várias cidades com vários voos por dia. Avião menor significa mais viagens e maior ocupação de assentos. Além disso, esses jatos são equipados com o que há de mais avançado na indústria aeronáutica.

INFO - Que equipamentos são esses?

NEELEMAN - Um exemplo é o Head-Up Display, ou HUD. Trata-se de uma lâmina de acrílico transparente que fica à altura dos olhos do piloto, como um para-brisa. Nela, projetam-se todos os dados importantes para o trabalho do piloto. Com essa tecnologia, ele pode se concentrar na pista de pouso ou no tráfego sem perder de vista os instrumentos. Não precisa olhar para baixo para consultá-los. Isso faz grande diferença na segurança, principalmente em condições de baixa visibilidade. Pagamos 650 mil dólares a mais por cada avião para ter esse equipamento. A Azul é a única empresa no Brasil a ter HUDs duplos em 100% da frota.

INFO - Os aviões da Azul usam um porta-documentos digital, o EFB. Que benefícios ele traz?

NEELEMAN - O Electronic Flight Bag (EFB) é um sistema que incrementa a segurança dos aviões porque armazena e gerencia mapas, relatórios de cálculo e documentos importantes para a administração do voo. Trata-se de uma evolução da aviônica, a eletrônica a bordo. À medida que a armazenagem eletrônica foi se tornando mais barata, perdeu o sentido os pilotos carregarem quilos de cartas aeronáuticas, esquemas de aproximação e pouso, procedimentos de decolagem, dados sobre a localização de aeroportos e listas de dispositivos de auxílio à navegação. Tudo isso, agora, fica no EFB, que ainda fornece dados meteorológicos ao piloto. Essa tecnologia agiliza as operações e torna a atualização das informações mais rápida e segura. O piloto pode se concentrar mais na pilotagem. No Brasil, só a Azul tem isso em 100% da frota.

INFO - Como confiar na tecnologia com tantos acidentes acontecendo?

NEELEMAN - Posso afirmar que, em quase 100% dos acidentes aéreos, o motivo é falha humana. Tenho 100% de confiança nos nossos aviões, que são os mais seguros do mundo, e na qualificação dos nossos 150 pilotos.

Fonte: INFO

4 de nov. de 2009

Gol promove mudanças em sua estrutura

RIO - A companhia aérea Gol anunciou nesta quarta-feira ao mercado reestruturação organizacional que reduz de cinco para quatro o número de vice-presidências e remaneja algumas das diretorias de áreas.

O objetivo, segundo a companhia, é melhorar a competitividade e ampliar a integração entre as diferentes áreas da empresa. Com o fim ou a mudança de perfil de algumas vice-presidências, deixaram a empresa os até então vice-presidentes Tarcísio Gargioni (Marketing e Serviços) e Wilson Maciel Ramos (Planejamento e TI), ambos fundadores da Gol, e os diretores de Aeroportos, Marco Antonio Piller, e de Manutenção, Francisco Eustáquio Mendes, que foram sucedidos pelo diretor Alberto Correnti e o gerente geral Sydnei Casarini, respectivamente.

Tarcísio Gargioni e Wilson Maciel Ramos renunciaram nesta terça-feira depois de uma reunião na sede da Gol, em São Paulo, onde as mudanças foram informadas pelo presidente da companhia, Constantino Junior. A Gol foi fundada em 2001.

Entre as mudanças que foram feitas na estrutura da empresa, a vice-presidência de Gestão e Pessoas passa a se chamar vice-presidência de Clientes, Colaboradores e Gestão e é ocupada por Ricardo Khauaja, que agora tem sob sua responsabilidade, além das áreas de RH e Gestão, as áreas de Central de Relacionamento com o Cliente, Aeroportos e Tripulação Comercial.

Já a atual vice-presidência de Finanças e Relações com Investidores, sob responsabilidade de Leonardo Pereira, incorpora também a área de Tecnologia da Informação, Novos Negócios e Planejamento Estratégico. A área passa a se chamar vice-presidência de Finanças, Estratégia e Tecnologia da Informação.

A vice-presidência de Marketing e Serviços, antes sob responsabilidade de Tarcísio Gargioni, por sua vez, passa a chamar-se vice-presidência de Mercado. Além de Cargas, Comercial, Comunicação Corporativa e Marketing, engloba também a área de Yield (preços) e Alianças. Para esta função, a Gol está em busca de um profissional de mercado. A vice-presidência Técnica, a cargo do comandante Fernando Rockert de Magalhães, permanece inalterado.

O Globo Online | Publicada em 04/11/2009 às 12h26m - Erica Ribeiro

13 de out. de 2009

Embraer monta uma fábrica de móveis para seus aviões

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A Embraer decidiu se especializar na produção do interior dos seus aviões. Atualmente, 100% do interior dos jatos executivos Phenom (foto abaixo) é produzido no Brasil, na fábrica de móveis da empresa, em Gavião Peixoto (SP). O Legacy 600, que até pouco tempo era totalmente feito nos Estados Unidos, teve 70% do seu interior transferido para a Embraer, dentro da estratégia da empresa de desenvolvimento desse "know how" no país.

O envolvimento crescente da Embraer no desenvolvimento do interior de suas aeronaves tem uma explicação: trata-se de uma atividade estratégica, especialmente no segmento executivo, onde tudo é feito de maneira personalizada, de acordo com o gosto do cliente. " Esse conhecimento de como projetar o interior da aeronave é crucial para o sucesso de uma empresa na aviação executiva " , disse o diretor Inteligência de Mercado da Aviação Executiva da Embraer, Cláudio Galdo Camelier .

" A primeira coisa que o cliente quer ver no avião não é o seu alcance ou o seu custo de operação, itens que logicamente são levados em conta no processo de compra, mas o seu interior e detalhes como cores e decoração interna, significam muito pra ele " , explica um executivo da Embraer.

Em Gavião Peixoto, a Embraer centralizou a fabricação de móveis e a montagem do interior dos jatos da linha executiva. Para 2009, segundo Camelier, a expectativa é produzir 110 conjuntos de interiores de jatos executivos. Em 2008, foram produzidos 100. A Embraer conta com um total de 800 pedidos firmes dos jatos Phenom 100 e Phenom 300. A previsão da empresa é a de entregar este ano em torno de 117 jatos executivos, sendo 17 dos modelos Legacy 600 e Lineage 1000.

A Embraer também conta com a ajuda de parceiros para fazer o interior dos seus aviões. A BMW Group DesignworksUSA faz a parte de design do interior dos jatos executivos e a C D Interiors, que tem fábrica em São José dos Campos, fornece as divisórias, painéis laterais, revestimento e piso da linha de jatos comerciais. O grupo americano The Nordam fornece parte do interior do Legacy 600.

Além da montagem final dos interiores, a Embraer também produz mesas, divãs, sofás e Galley em sua fábrica de móveis de Gavião Peixoto. Teto e revestimento são contratados de fora, assim como os assentos, fornecidos por empresas estrangeiras.

Os novos jatos Legacy 500 e Legacy 450, que entram em operação comercial em 2012 e 2013, respectivamente, também já estão programados para serem montados nessa fábrica. Para fazer o interior dos dois jatos 190 presidencial, porém, a Embraer contratou a empresa americana De Crane, a mesma que faz o interior do jato Lineage 1000.

A montagem das duas aeronaves aconteceu na fábrica de São José dos Campos. A configuração interna das aeronaves foi acertada conjuntamente entre a presidência e a Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informou a Embraer. O interior do 190 presidencial, perto do sofisticado Airbus-A319, utilizado nas rotas intercontinentais do presidente Lula, é bastante simples, mas funcional.

Possui 36 assentos, do mesmo tipo oferecido na classe executiva, todos nas cores azul, da FAB. A assessoria direta do presidente conta com 11 poltronas. Na cabine reservada, ficam o gabinete de trabalho, uma suíte com cama de casal, chuveiro e saleta com terminal de vídeo.

(Virgínia Silveira | Valor Online)

10 de out. de 2009

Barioni deixa a Presidência da TAM

SÃO PAULO - O executivo David Barioni, que a família Amaro tirou da Gol há pouco menos de dois anos, acaba de deixar a TAM. Sua saída foi anunciada pela companhia aérea há pouco. Em seu lugar, assumirá temporariamente o vice-presidente de Finanças, Gestão e TI, Líbano Barroso, que foi levado para a companhia por seu ex-presidente, Marco Antonio Bologna, hoje no conselho. Há dois meses, quando Bologna foi convidado para fazer parte do conselho de administração, circularam rumores de que Barioni seria demitido. Na época, a família Amaro negou peremptoriamente mudanças na gestão.
Barioni assumiu a presidência da TAM em novembro de 2007 com a missão de resgatar a imagem deixada pelo comandante Rolim Amaro, morto no início dos anos 90. A gestão anterior, de Bologna, havia sido marcada por grandes avanços na área de finanças e de mercado de capitais (inclusive com a abertura de capital da companhia), mas a ação do executivo foi considerada desastrosa em dois episódios críticos: o acidente no aeroporto de Congonhas, em julho de 2007, e a crise dos aeroportos no Natal de 2006. Apesar disso, Bologna permaneceu fortemente ligado à família Amaro. Permaneceu no conselho da holding TEP e, no início deste ano, assumiu a presidência da TAM Aviação Executiva.

Em sua gestão, Barioni se preocupou principalmente com questões operacionais. Fez mudanças na equipe que geraram forte estresse e não se envolveu fortemente com as questões financeiras, sob responsabilidade de Líbano (foto abaixo). Nunca chegou a ficar muito próximo da família Amaro, embora o acidente da Air France, em meados do ano, tenha feito com que ele ganhasse pontos junto aos acionistas. O pitot - equipamento que está no centro das investigações da causa do acidente - havia sido trocado nos aviões Airbus da TAM por determinação de Barioni.
Segundo fontes do setor financeiro, no centro da decisão sobre a saída de Barioni está o grupo BTG Pactual, instituição financeira capitaneada por André Esteves que foi contratada pela família Amaro há dois meses para fazer um aconselhamento estratégico sobre os negócios no setor de aviação. O grupo teria sinalizado que Barioni não tinha o perfil adequado para a nova fase de expansão das atividades da TAM.

Fonte: Valor Online
Publicada em 09/10/2009 às 18h05m

5 de out. de 2009

Pilotos europeus protestam por redução de jornada de trabalho

Pilotos da aviação comercial devem realizar nesta segunda-feira uma série de manifestações em toda a Europa para protestar contra leis da União Europeia que permitem que a jornada de trabalho diárias desses profissionais se estenda para até 14 horas.

Os sindicatos argumentam que a legislação representa um perigo, já que o cansaço dos tripulantes é um fator em 15% dos acidentes aéreos.

Os profissionais também reclamam que as condições de trabalho pioraram de uma maneira geral por causa dos cortes de custos das companhias aéreas.

"Só especialistas em fadiga entendem o impacto no organismo de cruzar tantos fusos horários, ter que alternar horários consecutivamente e todos os outros aspectos da vida de um piloto", disse à BBC Jim McAusland, secretário-geral da Associação Britânica de Pilotos Comerciais (Balpa, na sigla em inglês).

Resposta

Segundo McAusland, cientistas acreditam que o limite deveria ser de 13 horas.

"Qualquer carga acima disso faz aumentar 5,5 vezes o risco de acidentes", disse.

Mas um porta-voz do Departamento de Transportes da Grã-Bretanha insistiu que a segurança de voo não será comprometida pela legislação, que já está em vigor em alguns países europeus e deverá ser adotada pelo bloco inteiro em 2012.

"A Agência Europeia de Segurança na Aviação está avaliando as respostas dadas por consultores ao primeiro rascunho da proposta de lei", disse o porta-voz.

Segundo ele, a avaliação terminaria em 2011.

Espera-se protestos em cerca de 35 países, mas ainda não há uma previsão se a paralisação vai atrapalhar o tráfego aéreo nesta segunda-feira.

Fonte: BBC