03/12/2011

Aviação Regional


CONGRESSO ABETAR 2011

Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional
Congresso ABETAR 2011
Dia 08 de dezembro de 2011
Brasília – DF

Adequar a infraestrutura aeroportuária para a crescente demanda de usuários do transporte aéreo é, atualmente, um dos desafios enfrentados pelo país, que sediará em 2014, a Copa do Mundo de Futebol, que deve receber mais de 500 mil turistas.

Para o sucesso deste trabalho é preciso que o setor público promova investimentos e coloque em prática um marco regulatório. Tal missão também é compartilhada pelas empresas privadas, que precisam investir em ampliação da frota e na qualificação da mão de obra.

Para debater estes e outros assuntos, a ABETAR realiza no dia 08 de dezembro seu Congresso anual, com o patrocínio máster da BR Aviation, patrocínio da Embraer e apoio institucional da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Frente Parlamentar em Defesa ao Transporte Aéreo Regional.

O evento acontece na Sala Plenária da sede da CNT, localizado no Setor de Autarquias Sul, Quadra 1, Bloco J, em Brasília – DF.

Já consolidado no calendário anual de eventos do país, o Congresso ABETAR se propõe novamente a reunir profissionais, autoridades e estudiosos que atuam na Aviação Civil Brasileira para debater propostas que visem o desenvolvimento do setor.

Entre os temas a serem discutidos durante o evento, estão: Concessão de aeroportos, regulação e aspectos legais no mercado de transporte aéreo brasileiro, as obras nos aeroportos e o mercado do transporte aéreo na América Latina e Caribe.

Os interessados em participar do Congresso da ABETAR podem se inscrever, gratuitamente, pelo e-mail contato@abetar.com.br, enviando na mensagem seu nome completo, empresa ou instituição a qual pertence, cargo exercido, telefone para contato e e-mail. As vagas são limitadas!

14/11/2011

UNOPAR Ciências Aeronáuticas abre novas turmas do curso de Simulador de Voo IFR


Os alunos egressos (formados em 2010) e alunos com PC teórico aprovado, e os alunos regularmente matriculados no Curso de Ciências Aeronáuticas já podem procurar a Coordenação para agendamento do Curso de Simulador de Voo IFR a partir de quinta-feira (17/11) às 10 horas.

O Simulador - SBPA AATD da SBPA Simulators, recebeu homologação da ANAC e já está disponível para o treinamento.

O treinamento poderá ou não ser aberto à comunidade externa a partir de 2012, dependendo ainda de decisão das instâncias da Universidade.

Mais informações com a Coordenação nos fones (43) 3371-7840 e (43) 9971-9244

07/11/2011

Setor aquecido



Aviação civil tem mais de 400 vagas
Autor: Imprensa
Fonte: Blog de Aviação do CEAB

O aumento na demanda pelo transporte aéreo no Brasil, aliado aos investimentos em infraestrutura previstos para os aeroportos brasileiros até a Copa de 2014, torna o momento oportuno para quem deseja trabalhar em companhias do setor de aviação civil.

Atualmente, são oferecidas pelo menos 482 vagas nas principais empresas aéreas brasileiras. A maior demanda é para agentes de aeroporto, áreas técnicas, operacionais e call center. Pessoas com deficiência física podem candidatar-se a 108 oportunidades de emprego.

O salário de comissário de bordo, por exemplo, fica em torno de R$ 2,5 mil. Já agentes de aeroportos (balcão de check-in e auxílio ao embarque e desembarque) recebem remuneração média de R$ 1,4 mil.

Mercado aquecido - Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmam a tendência de expansão do setor aéreo. No primeiro semestre deste ano, houve expansão de 27,58% na demanda doméstica e de 13,42% na internacional, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com o aquecimento do mercado, as companhias aéreas também investem em aquisições de novas aeronaves, o que irá demandar ainda mais profissionais nos próximos anos.

Maior empresa aérea brasileira, a TAM finalizou o ano passado com 132 aeronaves e, este ano, inaugurou o movimento de expansão da frota com a encomenda de 25 aviões da Airbus, em um negócio de quase US$ 3 bilhões. As novas aeronaves serão entregues entre 2014 e 2016.

A Azul também vai receber cinco jatos Embraer 195 extras ainda este ano e a expectativa é fechar 2010 com 26 aeronaves, 2011 com 38 aeronaves, 2012 com 50 e 2013 com 62. De acordo com o diretor de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional da empresa, Johannes Castellano, até o fim deste ano, a Azul vai contratar 130 pessoas por mês.

Aviação civil criará 2 milhões de empregos até 2030




A combinação entre crescimento da indústria de aviação comercial e a aposentadoria dos profissionais que já estão no mercado impulsionará a criação de postos de trabalho no setor nas próximas décadas. De acordo com estudo da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês), até 2030 o setor deve contratar 2 milhões de profissionais ao redor do globo. O órgão, vinculado a Organização das Nações Unidas (ONU), estima que o número de aviões comerciais em operação devem subir para 151,565 nos próximos 20 anos. Em 2010, este número era de 61,833.
O número de voos, segundo a projeção, deve saltar de 26 milhões para 52 milhões neste período. PAra atender a essa demanda, o número de profissionais do setor deve dobrar com relação ao contingente atual. Só de pilotos, estima-se que serão necessários 980,799 até 2030. No ano passado, haviam 463,386 disponíveis no mercadoPilotos. No entanto, o estudo prevê, o setor enfrentará um descompasso entre treinamento e demanda do mercado. Em outras palavras, tendo em vista a capacidade da indústria da aviação civil para investir em qualificação, vai faltar mão de obra no setor nos próximos anos.
Estima-se que, em todo mundo, o setor terá uma carência de profissionais equivalente a 160 mil pilotos, 360 mil profissionais de manutenção e 40 mil contradores de voo.

Fonte Aeroflower

13/10/2011

Cursos da DCA-BR


Seminário Combustíveis Alternativos para Aviação - 2011

A DCA-BR promoverá, nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, um seminário internacional sobre combustíveis alternativos para a aviação.

O evento ocorrerá em São José dos Campos - SP.

O evento visa reunir esforços na promoção de pesquisas, desenvolvimento, produção comercialização de combustíveis alternativos, em particular o bioquerosene, para uso aeronáutico. Pretendemos contar com a participação de organizações e entidades como Produtores de matérias-primas, Usineiros, Fabricantes de usinas, Empresas aéreas, Indústrias da aviação, Associações públicas e privadas, Representantes governamentais, Entidades normativas e outros.

Confiram em www.dcabr.org.br os demais cursos e eventos.

Infraestrutura Aeroportuária

Privatização
Governo deve alterar edital de aeroportos para permitir entrada de investidores

Publicada em 12/10/2011 às 23h49m
Geralda Doca (geralda@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - O governo deve voltar atrás e permitir que os grupos que participaram dos estudos sobre a modelagem da concessão dos três primeiros aeroportos a serem privatizados - Guarulhos, Brasília e Viracopos - possam participar do leilão. Se a União mantiver a proibição, conforme preveem os editais em consulta pública no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), três investidores de peso ficarão de fora da disputa. Entre eles a Invepar (que reúne os maiores fundos de pensão das estatais) e a construtora OAS, a Constran e a ATP Engenharia.

Essas empresas, além da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), participaram da seleção dos estudos, realizada pela Anac para embasar a modelagem das concessões e já ameaçam questionar o processo na Justiça. O impedimento à participação delas no leilão é inédito nos processos de concessão no país. Foi inserido nos editais por decisão do ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, para evitar conflito de interesses pelo fato de as empresas terem tido amplo acesso aos dados mais importantes dos três terminais.

Porém, o próprio edital de chamamento público da Anac para escolha dos melhores estudos permitia a participação dos interessados no posterior leilão de privatização. A vencedora foi a EBP, o que já era esperado. A empresa, formada por bancos públicos e privados, começou a trabalhar nos estudos de modelagem antes mesmo de a Anac anunciar a seleção, usando, inclusive, instalações da Infraero e da SAC. O órgão regulador só fez a licitação para regularizar a situação.

Segundo fontes, os grupos estariam ameaçando entrar na Justiça por se sentirem prejudicados com o veto à participação nos leilões. A maior pressão para a retirada da proibição nos editais vem dos fundos de pensão, principalmente da Previ (dos funcionários do Banco do Brasil).

Nesta quinta-feira, o governo entrega ao Tribunal de Contas da União (TCU) as modelagens financeira e jurídica da concessão dos três aeroportos. Num ato simbólico, vão ao Tribunal de Contas a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; o ministro da SAC, Wagner Bittencourt, e os presidentes da Anac, Marcelo Guaranys, e da Infraero, Gustavo do Vale.
Leilão só deve acontecer no ano que vem

A intenção é deixar clara a importância do tema para o governo, que tem pressa em realizar os leilões. Segundo interlocutores, a data inicialmente prevista, dia 22 de dezembro, não deve ser cumprida, mas a equipe vai reafirmar que fez todos os esforços para elaborar os editais dentro do cronograma e agora o processo está nas mãos do TCU.

Já é consenso no governo que o leilão só deverá ocorrer no início de 2012. Um dos obstáculos para realizar os leilões no dia 22 de dezembro é que o edital definitivo precisa ser publicado no dia 7 de novembro. Este tempo é excessivamente curto para que o TCU possa analisar, fazer recomendações e aprovar os editais. A regra exige um prazo de 45 dias para realização do leilão a partir da data em que os editais foram lançados.

Enquanto isso, a Anac acaba de homologar o resultado do leilão do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). Dentro de 45 dias, o consórcio vencedor - Inframérica, formado pela empresa Argentina Corporación América e pelo grupo Engevix - assina o contrato de construção e exploração do aeroporto por 28 anos, incluindo os três previstos para a obra.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/10/12/governo-deve-alterar-edital-de-aeroportos-para-permitir-entrada-de-investidores-925569622.asp#ixzz1aiHXc6vk
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Enquanto isto.. nos bastidores .. a ingerência na construção e administração dos novos aeroportos brasileiros...

Presidente do Tribunal diz que não pode garantir que o estudo da documentação esteja concluído até o leilão marcado para o dia 22 de dezembro.

13 de outubro de 2011 | 13h 39

Karla Mendes, da Agência Estado

BRASÍLIA - Apesar de o leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília estar marcado para o dia 22 de dezembro, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, afirmou que o Tribunal "não tem condições" de garantir que a análise da documentação sobre o modelo econômico-financeiro de concessão, recebido nesta quinta-feira, 13, da Secretaria de Aviação Civil, estará concluída em tempo hábil.

"Depende de uma análise detalhada da documentação. O prazo de análise do TCU depende da consistência dos dados que foram entregues", disse Zymler após receber o material.

Ele ressaltou, no entanto, que por se tratar de um novo modelo de concessão de infraestrutura aeroportuária, precisará ser feito "um esforço suplementar" para apreciar o processo de concessão. O relator designado no TCU para avaliar o modelo é o ministro Aroldo Cedraz.

01/10/2011

Atividades do Curso de Ciências Aeronáuticas 2011/2


O Curso de Ciências Aeronáuticas da UNOPAR iniciou o segundo semestre com diversas atividades e nova turma. Foram realizadas palestras de egressos e visitas técnicas.
O grupo de formandos realizou Vistoria de Segurança Operacional no Aeroporto de Londrina, como parte das atividades da disciplina de SGSO. O apoio da INFRAERO foi primordial para a realização do evento. Ainda, os egressos Erick Volpini (TRIP), Marcelo Feldmann (TAM) e Ivan Saab Lima (TAM) nos brindaram com palestras muito especiais.
Estão programados ainda, a participação do curso no Encontro Científico da UNOPAR (outubro/2011), viagem do curso ao Museu da TAM, aeroporto do Galeão e Clube Céu (novembro) e o I Encontro Integrado de Segurança Operacional (novembro). Antes de terminar o ano, a turma de formandos deve participar também do exercício prático de Emergência e Sobrevivência. Tudo para fechar o ano com chave de ouro.
Na foto, a equipe que participou da VSO no Aeroporto de Londrina em agosto.

21/09/2011

Airbus apresentará conceito de avião transparente em Londres.


Em 2050, você não precisará mais disputar a cadeira próxima à janela quando viajar de avião. A empresa Airbus apresentou (13/6), em Londres, o conceito de sua aeronave transparente, na qual todos os passageiros terão acesso a uma vista panorâmica independente do local em que estejam sentados.

No quesito sustentabilidade, o projeto também prevê melhorias. Recursos para redução do consumo de combustível e emissão de resíduos estão presentes. A aeronave ainda terá uma “zona de vitalização” que promoverá sessões de relaxamento, aromaterapia e acupuntura para ajudar os passageiros a relaxar.

Charles Champion, vice-presidente executivo da Airbus classifica a experiência do vôo no avião transparente como “único”. “Há tanto para descobrir durante a viagem quanto no local de destino dos passageiros”, afirma, segundo o site do Daily Mail.

A ideia é que as futuras aeronaves sejam mais sustentáveis, feitas de material reciclável, com menos ruídos e menor gasto de combustível. Talvez seja possível até aproveitar o calor liberado pelo corpo humano para a iluminação interna do avião.

Executivos da empresa dizem que os voos do futuro tentarão criar uma experiência sensorial e personalizada para os passageiros - os assentos, por exemplo, poderão ser modificados pelos usuários.

Não está claro, porém, como será a alimentação a bordo no futuro, nem o quanto essas evoluções tecnológicas onerarão os bolsos dos passageiros.


10/08/2011

FAB esclarece reportagem do Fantástico

Nota Oficial - Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.
Fonte:
Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica