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14 de nov. de 2011

UNOPAR Ciências Aeronáuticas abre novas turmas do curso de Simulador de Voo IFR


Os alunos egressos (formados em 2010) e alunos com PC teórico aprovado, e os alunos regularmente matriculados no Curso de Ciências Aeronáuticas já podem procurar a Coordenação para agendamento do Curso de Simulador de Voo IFR a partir de quinta-feira (17/11) às 10 horas.

O Simulador - SBPA AATD da SBPA Simulators, recebeu homologação da ANAC e já está disponível para o treinamento.

O treinamento poderá ou não ser aberto à comunidade externa a partir de 2012, dependendo ainda de decisão das instâncias da Universidade.

Mais informações com a Coordenação nos fones (43) 3371-7840 e (43) 9971-9244

1 de out. de 2011

Atividades do Curso de Ciências Aeronáuticas 2011/2


O Curso de Ciências Aeronáuticas da UNOPAR iniciou o segundo semestre com diversas atividades e nova turma. Foram realizadas palestras de egressos e visitas técnicas.
O grupo de formandos realizou Vistoria de Segurança Operacional no Aeroporto de Londrina, como parte das atividades da disciplina de SGSO. O apoio da INFRAERO foi primordial para a realização do evento. Ainda, os egressos Erick Volpini (TRIP), Marcelo Feldmann (TAM) e Ivan Saab Lima (TAM) nos brindaram com palestras muito especiais.
Estão programados ainda, a participação do curso no Encontro Científico da UNOPAR (outubro/2011), viagem do curso ao Museu da TAM, aeroporto do Galeão e Clube Céu (novembro) e o I Encontro Integrado de Segurança Operacional (novembro). Antes de terminar o ano, a turma de formandos deve participar também do exercício prático de Emergência e Sobrevivência. Tudo para fechar o ano com chave de ouro.
Na foto, a equipe que participou da VSO no Aeroporto de Londrina em agosto.

10 de ago. de 2011

FAB esclarece reportagem do Fantástico

Nota Oficial - Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.
Fonte:
Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

13 de jun. de 2011

Câmara homenageia piloto Fellipe Seraphim dos Santos

Durante acidente na zona rural de Londrina, em 2010, jovem retirou passageiros de um turbo-hélice que explodiu em seguida

O piloto Fellipe Seraphim dos Santos, 24 anos, herói do acidente aéreo ocorrido em dezembro do ano passado na zona rural do distrito da Warta, em Londrina, no qual sete pessoas sobreviveram, será homenageado pela Câmara de Vereadores de Londrina com o Diploma de Reconhecimento Público

A honraria, proposta pelo vereador José Roque Neto (PTB) foi subscrita por todos os vereadores e vereadoras e será entregue na sessão ordinária desta terça-feira (14), às 18h45, no plenário do Legislativo.
No dia 12 de dezembro de 2010, Fellipe era co-piloto do turbo-hélice King Air C-90, prefixo PT-WUG, da empresa Programa Leilões. A aeronave partiu da cidade de Uberaba (MG) com destino ao Aeroporto Governador José Richa em Londrina com sete pessoas a bordo, sendo além de Feliipe, o piloto José Alexandre Bento e cinco passageiros.

Quando se aproximavam da cidade, o avião enfrentou problemas e fez um pouso forçado numa plantação de soja na zona rural do distrito da Warta, chocando-se violentamente contra o solo. Mesmo ferido, Fellipe desprendeu-se do cinto de segurança e correu para abrir a porta do avião, orientando todos os passageiros para se afastarem rapidamente da aeronave. Logo em seguida, o avião explodiu

Filho de uma família de aviadores - um tio em um primo são pilotos - Fellipe Seraphim dos Santos nasceu em Londrina em 2 de novembro de 1986, e desde criança, enquanto passava pelo ensino fundamental e médio, tinha clara a intenção de ganhar a vida cruzando os ares. Quando chegou ao ensino superior, ingressou no curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e formou-se em 2009

Enquanto cursava a Universidade, Fellipe concluiu o curso de piloto pelo Aeroclube de Londrina em 2008 e iniciou sua carreira na aviação comercial como co-piloto da empresa Programa Leilões, função que continua ocupando até hoje.

Após enfrentar uma situação bastante difícil como a do acidente na Warta, em que sua intervenção foi decisiva para que todos fossem salvos da explosão do aparelho, Fellipe passou alguns dias no hospital, recuperando-se de uma cirurgia plástica para reconstrução do nariz.
O vereador José Roque Neto, proponente da honraria, destacou o espírito desprendido de Fellipe e a rapidez de raciocínio, que o levou ao gesto decisivo de salvar os passageiros do avião, como fruto da sua dedicação ao trabalho e à profissão que escolheu. "Fellipe é filho de uma família de londrinenses dedicada à cidade. Seu perfil responsável de um jovem de 24 anos, que praticou um gesto de heroismo dessa magnitude, é merecedor desta homenagem", diz o vereador.

O pai de Felippe é o fotógrafo londrinense Daniel Procópio dos Santos.

Fonte: Boletim LONDRIX

27 de abr. de 2011

I Ciclo de Palestras - SNEA e AVIANCA


O Cmte. Ronaldo Jenkins (Diretor Técnico do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias) e Cmte. Marco Abreu (Safety) da AVIANCA nos brindaram com palestras que firmaram os conceitos de Cultura de Segurança de Voo e SGSO. Ainda, falaram de fatores humanos e de ferramentas para a prevenção de acidentes aeronáutios.
Os alunos compareceram, prestigiando o evento, além de representantes de empresas da cidade e região. Já estamos preparando o VIII Encontro de Segurança Operacional, para junho.

2 de mar. de 2011

INFRAERO faz campanha contra uso de laser.


A Infraero iniciou um trabalho de levantamento e registro das ocorrências envolvendo lasers na operação de pouso e decolagem na região dos aeroportos sob sua administração. O objetivo da ação é mapear os casos dessa natureza para planejar ações que venham a prevenir interferências nas operações das aeronaves.

Os registros começaram a ser feitos em 2010, quando as áreas de Navegação Aérea, Operações e Segurança dos aeroportos começaram a receber relatos mais frequentes de pilotos que reportavam ter sido atingidos por raios de laserpoints, equipamentos similares a uma caneta que emitem uma luz capaz de alcançar distâncias de até dois mil metros. Só no ano passado, nos 67 aeroportos da Rede Infraero contabilizaram 282 relatos, sendo a maioria no estado de São Paulo.

“A Infraero tem orientado seus aeroportos a fazer o registro dessas ocorrências para que a empresa possa notificar autoridades como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e as autoridades locais, como Governos de Estado, Prefeituras e Polícias Federal, Civil e Militar, para combater esse problema”, explicou o coordenador de Segurança Operacional, Luís Xavier de Oliveira Souza.

Em outra linha de ação, a Infraero tem incentivado aos órgãos de navegação aérea locais e regionais a realizar encontros com autoridades locais e membros da comunidade para sensibilizar a população sobre os riscos dessa brincadeira de mau gosto. Como exemplo, as reuniões que ocorreram em Vitória (ES), Campinas (SP) e João Pessoa (PB), a Infraero e os participantes têm debatido sobre as melhores formas de se combater o problema.

“A pessoa que aponta um laser para uma aeronave ignora o fato de que essa luz pode ofuscar e até mesmo cegar um piloto que está nas fases críticas da operação, no procedimento de pouso ou decolagem, o que pode colocar várias vidas em risco”, alertou Luís Xavier.


Assessoria de Imprensa – Infraero
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www.twitter.com/canalinfraero
Email enviado pelo aluno Adenilto F. dos Santos - Ciências Aeronáuticas

26 de fev. de 2011

Avião cai em região rural de Arapongas

Arapongas - Um monomotor caiu por volta das 17 horas de ontem em uma plantação de cana em Arapongas (Norte do Paraná). Conforme informações do Corpo de Bombeiros, o piloto e o co-piloto, únicos ocupantes da aeronave, tiveram apenas ferimentos leves.

''Eles perceberam que o avião estava perdendo altura e conseguiram fazer a aeronave planar. O avião acabou embicando quando tocou no chão'', disse o segundo-sargento Márcio Leal de Souza.

Souza afirmou que os tripulantes saíram correndo com medo que a aeronave explodisse, o que não aconteceu. ''Eles foram encaminhados ao Hospital João de Freitas por precaução'', afirmou.

A aeronave foi encontrada por equipes dos bombeiros pouco antes das 20 horas. O acidente será investigado pela Aeronáutica. Segundo o segundo-sargento, equipes da Polícia Militar passariam a noite no local e fariam a guarda do avião até a chegada da equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) 5, o que deve acontecer hoje.

O prefixo do avião, a situação da aeronave após a queda e a identidade dos ocupantes não foram divulgados pelo Corpo de Bombeiros.

Memória

Este foi o terceiro acidente na região em pouco mais de dois meses. No dia 29 de janeiro um avião bimotor modelo Baron 58 caiu em Londrina. O acidente causou a morte dos três ocupantes.

No dia 12 de dezembro de 2010 um bimotor caiu em uma área rural no Distrito da Warta. Os sete ocupantes sofreram ferimentos, mas todos conseguiram se salvar.

Michelle Aligleri
Folha de Londrina - Reportagem Local

11 de fev. de 2011

Paulistinha do Aeroclube de Maringá faz pouso de emergência em Marialva, no interior do Estado.

O avião que pertence ao Aeroclube de Maringá pousou em meio a uma plantação de soja no distrito de Aquidaban. A Anac informou que haviam duas pessoas a bordo e que tiveram ferimentos leves. Todas as revisões da aeronave estavam em dia

Um avião monomotor modelo Paulistinha AP4 (sic) com duas pessoas a bordo precisou fazer um pouso forçado no inicio da noite desta quinta-feira (10), em uma plantação de soja de Marialva, a aproximadamente 20 quilômetros de Maringá. O incidente aconteceu em uma propriedade rural no distrito de Aquidaban, região Noroeste do estado.

A aeronave teve de pousar minutos após a decolagem do aeroporto Silvio Name Junior de Maringá. Segundo o Cindacta II, era um voo de instrução que precisou fazer uma pouso de emergência.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião pertence ao Aeroclube de Maringá, escola de Aviação Civil. A bordo estavam o piloto e um aluno, que tiveram ferimentos leves, segundo a agência.

Ainda segundo a Anac, o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) da aeronave, que verifica a parte técnica, estava em dia e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) foi renovada em janeiro deste ano e é valida até 2012.

Uma perícia será feita pelo Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos da Aeronáutica. Segundo a Anac, o aluno e o professor serão ouvidos pela Aeronáutica.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Marialva estava no local até por volta das 20h10.

Fonte: Gazeta do Povo - Curitiba
10/02/2011 | 21:04 | Fábio Guillen

Complementado, a aeronave em questão é um CAP-4, matriculado PP-HCP. Segundo informações do Aeroclube, o pouso de emergência acarretou a quebra do trem de pouso, mas nem o instrutor Douglas Fagotti, e nem o aluno, Victor Hugo de Oliveira, sofreram ferimentos relevantes. (Prof. Jonas Liasch - Unopar)

15 de dez. de 2010

Alunos do curso de ciências aeronáuticas ministram palestras no SIPAT - Maringá.




Os alunos formandos do curso de Ciências Aeronáuticas, Marcos Martins, Thiago Martiusi e Yuri Sandom, ministraram palestras na abertura do SIPAT - Seminário de Prevenção de Acidentes no Trabalho, evento promovido pela SBMG Terminais Aéreos Maringá, empresa que administra do Aeroporto Regional Silvio Name Junior.
Esta, é a segunda vez que os alunos do curso são convidados a participar.
O público presente, funcionários de solo de empresas aéreas estabelecidas naquele aeroporto, pôde relembrar conceitos para prevenção de danos causados por objetos estranhos (FOD), legislação aplicável à aeroportos (RBHA 139) e SGSO para aeroportos, temas das palestras ministradas.
A equipe está de parabéns. A administradora do aeroporto também. O SIPAT teve duração de uma semana, com palestras de temas como ergonomia, segurança operacional e diversos outros.

13 de dez. de 2010

Avião com sete pessoas cai e pega fogo em Londrina

Um avião caiu por volta das 21h00 deste domingo (12) próximo ao aeroporto 14 Bis, no Distrito de Warta, na zona norte de Londrina. A aeronave bimotor BE-90, de prefixo PT-WUG, estava indo para o aeroporto Governador José Richa, quando enfrentou problemas e teve que fazer um pouso forçado.

O bimotor que pertencia a empresários ligados ao Programa Leilões, do Canal Rural, vinha de Uberaba, Minas Gerais, com sete pessoas - o piloto, co-piloto e cinco passageiros. Todos tiveram ferimentos leves e médios e foram encaminhados a hospitais de Londrina. Nenhuma das pessoas corre risco de morte. A informação inicial era de que a aeronave pertencia a uma empresa de táxi aéreo, mas segundo a Infraero, trata-se de aeronave particular.

De acordo com o aspirante Angelino José de Siqueira, somente Paulo Henrique Arantes Horto, 46 anos, teve um ferimento mais grave, uma luxação no ombro esquerdo. As demais vítimas tiveram apenas pequenas escoriações e contusões leves. As vítimas atendidas pelo Siate foram o piloto José Alexandre Bento, 32 anos, Arley Ricardo Pereira, 39 anos, Lidiane Thais Moreira, 28 anos, e Sandra Silva Horto, 33 anos. Além deles, outras duas vítimas foram socorridas pelo Samu.

O co-piloto Felipe Seraphim dos Santos, 24 anos, teve ferimentos médios e foi levado ao Hospital Evangélico. O quinto passageiro era João Antonio Gatnil, 56 anos, que também foi levado ao HE.

O aspirante relatou que antes de cair o bimotor se chocou contra um morro, voltou a subir e depois caiu em uma plantação de soja. Todos os ocupantes da aeronave conseguiram sair antes do início das chamas. "O co-piloto explicou que perderam o controle da aeronave durante a turbulência que enfrentaram, quando ventos contrários de cima para baixo e vice-versa causaram a instabilidade". O fenômeno metereológico é bastante conhecido na aviação como tesoura de vento, ou windshear, onde há uma súbita mudança no gradiente do vento, ou seja, na velocidade e direção do vento em uma pequena região.

"Por sorte, as vítimas conseguiram sair antes da aeronave pegar fogo e ocorrer as explosões. O local em que o avião caiu era de difícil acesso e não conseguimos chegar perto. Ficamos a cerca de mil metros do local e não pudemos evitar que o fogo consumisse totalmente a aeronave", relatou.

Mais de 20 profissionais da Polícia Militar e Civil trabalharam no resgate das vítimas e cerca de 10 viaturas foram deslocadas para atender a ocorrência.

16 de nov. de 2010

Aeronave do Aeroclube de Bragança Paulista se acidenta


Mais uma aeronave de instrução se acidenta e mais um aluno, no início de sua carreira, tem sua vida interrompida. Ele e o instrutor não resistiram ao choque e às chamas que precederam o choque da aeronave.

DOIS MORREM EM QUEDA DE AVIÃO EM BRAGANÇA PAULISTA

Duas pessoas morreram carbonizadas em um acidente com um avião no aeroclube de Bragança Paulista, por volta das 15h30 desta segunda-feira (15).

O acidente aconteceu pouco depois da decolagem do monomotor (Paulistinha) e as duas vítimas - instrutor e aluno - morreram na hora. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave se incendiou após cair.

Fonte: Aviation News.

15 de out. de 2010

Fatores Humanos em Aviação


O curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar promoveu o evento “Apresentação de Investigações de Acidentes e Discussões sobre fatores humanos em acidentes aéreos”. A palestra foi ministrada pelo Chefe do SERIPA 5, Tenente Coronel Aviador Luiz Fernando Aquino da Silva, e pela Tenente Coronel Aviadora Rosana Bauer, no dia 1º de outubro, na sala 202, no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CCECA).


O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) foi criado pelo Comando da Aeronáutica em 2007, com a finalidade de planejar, gerenciar, controlar e executar as atividades relacionadas com a investigação e a prevenção de acidentes aeronáuticos, no âmbito da aviação civil. Os SERIPA estão distribuídos em todo Brasil - por regiões - e são encarregados do planejamento, gerenciamento e execução das atividades de Segurança Operacional nas suas respectivas áreas de atuação.


Conforme a coordenadora do curso de Ciências Aeronáuticas, Vivien Corazza da Costa, é importante aproximar os órgãos de prevenção de acidentes aéreos dos alunos: “O contato com profissionais com experiência na investigação de desastres é uma forma de conscientizar os futuros aviadores sobre a influência do fator humano na prevenção dos acidentes. Receber o chefe do SERIPA 5 na UNOPAR é motivo de grande honra, tendo em vista a importância do Serviço no cenário nacional”, diz.


O chefe do SERIPA 5 relata que uma das funções do órgão é levar ao público interessado conhecimento sobre a doutrina da segurança de vôo, o treinamento e a capacitação profissional. “Somos sempre convidados para ministrar palestras em empresas e órgãos da aviação civil. Priorizamos as instituições de ensino, como a UNOPAR, porque as Universidades são instituições formadoras da cultura aeronáutica e de bons profissionais para o mercado”, afirma Luiz Fernando Aquino da Silva.


A Sra. Rosana Bauer comenta ainda que as palestras são realizadas nas instituições de ensino com a intenção de levar reflexão para os estudantes: “Trazemos nossa experiência no ramo da investigação de acidentes aéreos e divulgamos os fatores que motivaram os desastres para evitar que situações semelhantes ocorram novamente”, finaliza.

Na foto, o Chefe do SERIPA e a Ten. Coronel Rosana, juntamente com a Magnífica Reitora da UNOPAR, Wilma Jandre Melo que nos recebeu na sua sala, parabenizando a inciativa do curso e daquele Serviço.

31 de ago. de 2010

13º Encontro de Atividades Científicas da UNOPAR




O incremento do conhecimento é a única forma de formarmos profissionais capazes de lidar com ambientes diversos e alta tecnologia, onde a flexibilidade e a capacidade de adaptação estão cada vez mais requisitadas. A UNOPAR, como instituição de ensino superior preza pela qualidade da pesquisa, da divulgação de conteúdos informacionais e técnicos. Um exemplo do sucesso do ensino superior é o que ocorre nos encontros científicos das mais diversas universidades. Este ano, a edição do 13º Encontro de Atividades científicas da UNOPAR discutirá diversos temas, entre eles, o da inovação sustentável, tão necessária para o desenvolvimento consciente e planejado nas mais diversas áreas.
O Curso de Ciências Aeronáuticas apresentará trabalhos de conclusão de cursos, resultados de pesquisas, painéis e palestras sobre vários temas, que abrangem o homem (o fator humano), a máquina (tecnológico) e o meio ambiente. Fatores organizacionais também serão discutidos nas tratativas do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional. Os alunos estão preparando seus trabalhos, garantindo desta forma o diferencial que o mercado precisa para o desenvolvimento de suas carreiras.

13 de ago. de 2010

Jato executivo cai na Baía de Guanabara

RIO - O jatinho táxi aéreo da OceanAir, de prefixo PT- LXO, com três pessoas a bordo, caiu, na manhã desta quinta-feira, próximo à cabeceira do Aeroporto Santos Dumont. Segundo a Infraero, o avião fazia manobra de pouso quando varou a pista e acabou caindo na Baía de Guanabara. Um pneu da aeronave estourou no momento da aterrissagem. Piloto, co-piloto e passageiro foram resgatados com vida e passam bem.
Pousos e decolagens no aeroporto ficaram suspensos durante boa parte da manhã para facilitar o trabalho de resgate da aeronave. Os voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. Somente por volta de 10h45m, as manobras no Santos Dumont voltaram a ser autorizadas, mas somente pela pista auxiliar. A pista principal continua interditada.

O avião levaria a apresentadora Xuxa Meneghel para a cidade de Recife. Segundo a assessoria de imprensa da apresentadora, ela não estava a bordo no momento do acidente. Xuxa deve embarcar em outro voo, em um jatinho, ainda na tarde desta quinta-feira.

Segundo o gerente de operações da OceanAir, Ricardo Santos, o jatinho chegou a decolar do Aeroporto Santos Dummont, mas, devido a uma pane, precisou retornar à pista e acabou caindo na água. Ainda de acordo com o gerente, a aeronave seguia para o Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, quando passou por problemas técnicos. De acordo com testemunhas, o avião percorreu cerca de 150 metros na pista antes de atingir a água. Ainda de acordo com as testemunhas, saiu muita fumaça do trem de pouso traseiro.

O gerente de operações da OceanAir, Ricardo Santos, informou que uma equipe da companhia aérea sairá de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro ainda nesta quinta-feira para fazer uma análise das causas do acidente ocorrido nesta manhã. Junto com o gerente, também virá à cidade o agente de segurança de voo da companhia.

Segundo pescadores, que ficam perto do antigo restaurante Albamar, o jatinho vinha de Botafogo em direção à Ponte Rio-Niterói. Eles escutaram um estrondo e depois perceberam a queda. O piloto ainda ficou rodando com o motor dentro d'água para chegar às pedras da cabeceira da pista.

De acordo com testemunhas, os dois tripulantes e o passageiro foram socorridos por duas lanchas do serviço aéreo marítimo Antonio Carlos e por uma outra lancha do salvamento aéreo marítimo da Aeronáutica. As vítimas não tiveram ferimentos graves e saíram andando.

Os dois motores e parte da cauda ainda estão submersos. Duas lanchas do Grupamento Marítimo (G-Mar) dão apoio à operação de resgate da aeronave. Várias equipes da Polícia Federal, dos Bombeiros, da Marinha e da Aeronáutica também trabalham na operação. O objetivo é não deixar que a maré arraste o avião para o mar.

Um guindaste da empresa Transreta, com capacidade para içar até 250 toneladas, está seguindo agora para o Aeroporto Santos Dumont para retirar da Baía de Guanabara o jatinho.

Responsável pela operação do guindaste, o proprietário da Transreta, Eliseu Drumond, disse que o guindaste, que tem uma lança de 60 metros, foi solicitado pela Infraero para a operação de emergência.

- O objetivo é retirar o avião do mar o mais rápido possível para liberar as pistas do aeroporto.

A mobilização do guindaste de grande porte foi necessária para não danificar a aeronave, que caiu próximo a cabeceira da pista. Com o uso do guindaste, será possível retirar o jatinho sem afetar suas turbinas.

Fonte: Yahoo.

2 de jun. de 2010

Conhecimentos sobre automação



Os alunos do curso de Ciências Aeronáuticas estudam em Avionica e Sistema de Automação de Aeronaves, a definição, utilização e um pouco de conhecimentos gerais em Manutenção sobre os sistemas do Boeing 747 e do Airbus A320. o Prof. Jonas Liasch Filho utiliza manuais de manutenção, operações e demais publicações técnicas na preparação das suas aulas.
O conhecimento dos sistemas é importante para os alunos que pretendem atuar em empresas aéreas regulamentadas pelo RBAC 121, que operam aeronaves maiores, visto que terão mais facilidade nos cursos de familiarização.
Acima, uma foto do B 777, enviada pelo Cmte. Nelson Blazejuk, como ele mesmo disse, uma foto do seu "escritório".

20 de mai. de 2010

Diretor de Quality Assurance da GOL ministra palestra na UNOPAR


O Mestre em Engenharia Mecânica e Responsável pelo Quality Assurance do Hangar da GOL Linhas Aéreas (CONFINS), Moisés A.S. Dornelles, estará ministrando palestra sobre “Gerenciamento do Risco na Manutenção de Aeronaves" no VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional que acontece no dia 12/06 na UNOPAR.
Com experiência de mais de 20 anos na Manutenção e uma formação acadêmica específica(Física, Engenharia Mecânica, Mecânica e Eletrônica), o Sr. Moisés irá contar suas experiências e suas responsabilidades na implantação do SGSO na Manutenção da GOL.

22 de abr. de 2010

Co-piloto ou marionete?

O presente artigo fala da responsabilidade e importância do co-piloto, freqüentemente subestimado por ele mesmo e por alguns comandantes "auto-suficientes".

Volta e meia vemos questionado, através de piadas de mau gosto, se a presença de um co-piloto na cabine de comando é mais uma exigência legal do que propriamente uma necessidade. Se você é um co-piloto, provavelmente inclinará a cabeça em sinal de concordância, enquanto os comandantes poderão validar qualquer tendência de fazer o mesmo, pela lembrança de seus dias de assento direito.

As piadas são criadas para serem aceitas com leveza; acontece que voar do lado direito, além de não ser uma piada, é algo muito sério.

O aviador pioneiro, que se indignou frente à mera sugestão de levar consigo um piloto, poderia ter tido razões conservadoras e antiquadas para isto. Mas, com o desenvolvimento, o progresso das aeronaves e a complexidade sempre crescente dos sistemas de tráfego, esta águia solitária tornou-se arcaica por razões óbvias.

Infelizmente, a degradação sutil do co-piloto não desapareceu juntamente com o comandante auto-suficiente. Talvez seja simplesmente uma continuação dos velhos tempos. Mas existe uma real possibilidade de que tais rebaixamentos, que muitas vezes ressumam nas cabines de comando de nossas mais modernas aeronaves, tenham contribuído com acidentes em que os co-pilotos desempenharam papéis importantes.

Todos nós temos visto o jovem e atento co-piloto, ansioso por assistir seu comandante de qualquer maneira possível. Assim mesmo, quantas vezes você tem visto ou sido um comandante impaciente, aquele que assume completamente os deveres do co-piloto a título de ganhar tempo? Quantos comandantes não são simplesmente impacientes para esperar que um inexperiente homem da direita tateie metodicamente através de uma lista de cheque?

A degradação da função, na cabine, está diretamente relacionada à atitude pouco realista de que um verdadeiro e completo "capitão" pode perfazer todas as funções da cabine melhor ainda quando despojado da assistência do co-piloto.

Conseqüências

Esta maneira de pensar pode ter um desenrolar com implicações indesejáveis, a primeira é que o co-piloto não tocará em qualquer coisa sem primeiro hesitar, observando disfarçadamente o piloto, vendo se ele concorda com o ato.

Em essência, tal co-piloto tende a transferir suas responsabilidades ao comandante. Ele, subconsciente-mente, desiste de tentar o desempenho de seus próprios standards, porque seu comandante o desencoraja a fazê-lo. Em outras palavras, ele se acomoda e espera que o comandante ou cumpra com todas as funções ou o instrua verbalmente sobre como e quando fazer alguma coisa na qual ele já deveria ser proficiente.

Existe um outro tipo de co-piloto sofrendo de uma tensão originária da mesma doença, que pensa estar o comandante constantemente a vigiá-lo; uma vez que ele sabe estar sendo minuciosamente observado, espera que todos os seus erros sejam imediatamente corrigidos, e assim deixa de ser tão cuidadoso como poderia ser.

Membro Vital

Infelizmente, nem todos os erros de um co-piloto são corrigíveis. Por exemplo: numa fase de emergência, cada homem tem uma obrigação a cumprir que, em hipótese alguma, deve ser transferida a outrem. Ou talvez o outro não tenha tempo para observar que alguém deixou de executar um item particular.

Co-pilotos também são membros vitais. Se assim não fosse, sua presença não seria prevista na composição de certas tripulações. Como membros vitais, eles não podem pensar que estão sentados do lado direito aguardando placidamente uma graduação, e nem devem ser tratados neste sentido. Mas se eles não estiveram conscientizados desse status, não operarão efetivamente, vindo o dia em que gerarão problemas.

Muitos co-pilotos inexperientes começam tentando seu melhor nível por uma questão de satisfazer o homem da esquerda. Não há nada de errado nisso, pois todo o subordinado deve tentar satisfazer seu superior no âmbito funcional, guardados os limites da dignidade profissional e pessoal. Mas o mais importante é que ele deve pensar por si mesmo; deve agir como uma entidade pensante e não como uma marionete do assento direito. Se ele não pensa, está roubando toda a equipe naqueles momentos em que alguém tem que pensar por ele.

Qualquer bom comandante de aeronave monitora seus co-pilotos numa certa extensão, particularmente se este é novato ou inexperiente naquele tipo de avião. Na verdade, o comandante monitora toda a equipe, mas os co-pilotos também necessitam da oportunidade de assumir responsabilidades e ganhar confiança na sua habilidade de servir como mão direita do comandante. Para fazer isso, o homem da direita precisa crer que é parte importante da tripulação. Nesta descoberta é que o comandante atua como parte imprescindível.

Comandantes de aeronaves não detêm o "monopólio do mercado de acidentes" e certamente os co-pilotos precisam executar seus deveres propriamente, a fim de tornar cada vôo o mais seguro possível. Afinal de contas, sabe-se que acidentes aéreos já foram precipitados por co-pilotos, prova ampla da natureza crítica de suas obrigações.

Publicado originalmente na Revista Cockpit (Ano 3, Jan/Fev 1989), da Associação dos Pilotos da VASP - (Indicado pelo Cmte. Pavanello - Diretor de Piloto da ATT).

7 de abr. de 2010

VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional

Estão confirmadas presenças da Air Safety (treinamento e assessoria); TAM, GOL, AZUL, CENIPA e ANAC no VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional que acontecerá no dia 12/06/2010. O evento já é tradição do curso de Ciências Aeronáuticas e tem como objetivos principais aproximar a comunidade aeronáutica regional dos profissionais das grandes companhias brasileiras e dos órgãos homologadores e fiscalizadores. Neste ano, o tema central do evento é o Gerenciamento de Riscos, principal ferramenta do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO).
Os profissionais estarão mostrando como funciona o SGSO nas suas companhias. O CENIPA e a ANAC estarão apresentando visões dos setores sobre a implantação do SGSO no Brasil.
É uma oportunidade imperdível para os alunos agregarem o conhecimento dos palestrantes às teorias já ministradas.
Após o evento (às 20 horas) haverá Coquetel de Comemoração aos 10 anos do curso de Ciências Aeronáuticas, onde serão homenageadas autoridades, entre outras atividades festivas.

Ex-Piloto da Força Aérea Italiana vem prestigiar curso de Ciências Aeronáuticas

O Ex-piloto de caças que ajudou a reorganizar a Força Aérea Italiana no pós-guerra (1945) Cmte. Pierluigi Marsigli estará prestigiando o VII Encontro Paranaense de Segurança Operacional que acontecerá no dia 12/06/10, no Auditório Alcides Bueno. Ele estará contando para alunos do curso de Ciências Aeronáuticas e da comunidade aeronáutica regional como foram suas experiências como instrutor da Força Aérea Alemã e Italiana e como foi voar na Alitália. Isto numa visão estratégica e de segurança operacional. Além do resgate histórico, o Cmte irá contar como funciona uma estrutura do porte da Força Aérea Italiana e Alemã e como é a vida de um instrutor de voo nestas organizações. Suas experiências em caças como o AT-6G; T28-A e Lockheed T33 e ainda, na Alitália como Cmte dos DC-8, DC-9, DC-10 e B 747 serão atentamente acompanhadas pelos participantes.

11 de mar. de 2010

Número de birdstrikes chega a quase 10 mil nos EUA

10 de março de 2010 - 13h45min

Número anual de colisões entre aeronaves e aves chega próximo ao recorde de 10.000 nos EUA

Relatos de aviões atingindo aves e outros animais selvagens aumentaram muito em 2009, desde que o jato da US Airways pousou nas águas do Rio Hudson, em Nova Iorque. O governo anunciou que será ultrapassada, pela primeira vez na história, a casa das 10.000 colisões entre aeronaves e animais. O ritmo das colisões mais severas está aumentando em um ritmo mais acelerado que o das colisões com pouco ou nenhum dano.

Houve, nos primeiros sete meses de 2009, pelo menos 57 colisões que causaram danos graves às aeronaves. Em quatro eventos, sendo um com um helicóptero, as aeronaves foram destruídas, de acordo com a análise dos dados do governo disponíveis. Pelo menos oito pessoas morreram e seis ficaram feridas.

Dentre as aeronaves destruídas se inclui um Airbus A320, com 155 pessoas a bordo, que pousou no Rio Hudson, há um ano, após ter colidido com um bando de gansos canadenses "Branta canadensis". Nenhuma vida foi perdida naquele pouso dramático no rio. Mas, no caso do helicóptero S-76 que, no mesmo mês, colidiu com um búteo de cauda vermelha "Buteo jamaicensis", enquanto seguia para uma plataforma de petróleo, perto da cidade de Morgan, na Louisiana, houve vítimas. Dois pilotos e seis passageiros faleceram; o único sobrevivente sofreu lesões graves. E não são poucos os relatos assustadores de motores danificados e pousos de emergência.

Os aeroportos e as companhias aéreas estão se tornando mais atentos para confeccionar os reportes, disse Mike Begier, coordenador nacional do Programa de Perigo da Vida Selvagem nos Aeroportos, no Departamento de Agricultura (USDA). Mas os especialistas também afirmam que aumentaram as populações de aves de grande porte, como o ganso canadense que, com seu peso, pode inviabilizar o funcionamento de motores dos grandes jatos de passageiros. "As aves e os aviões estão lutando pelo espaço aéreo, que está ficando cada vez mais congestionado", disse Richard Dolbeer, um especialista em colisões deste tipo, que hoje está assessorando a Federal Aviation Administration (FAA) e o USDA.

As notificações em 2009 apresentaram um aumento de 40% e a contabilidade ainda não foi encerrada. No entanto, o governo considera que a divulgação dos detalhes sobre tais colisões desencorajaria a continuidade dos reportes oriundos dos aeroportos e das companhias aéreas, uma vez que tal procedimento desestimula pessoas de continuarem voando. O recorde anterior de notificações ocorreu em 2007 (7.734 relatos). O governo estima que, caso as notificações de 2009 ultrapassarem 10.000 colisões, terão ocorrido, em média, 27 colisões a cada dia no ano.

Após o pouso milagroso da aeronave da companhia US Airways no Hudson, em 15 de janeiro de 2009, a imprensa clamava ao governo para ter acesso ao banco de dados de colisões reportadas, informações detalhadas sobre mais de 93.000 colisões notificadas, desde 1990. Mesmo após a FAA ter decidido entregar os registros, ainda houve a tentativa de intervenção, através de uma regra federal para manter a informação em segredo. Até que o Secretário dos Transportes, Ray LaHood, interveio e ordenou a liberação. A FAA recentemente divulgou uma lista de ações realizadas em 2009, voltadas para o aumento da segurança.

"A divulgação dos registros não parece ter prejudicado. Todos os indicadores que tenho apontam para uma maior consciência da indústria sobre a importância da comunicação de colisões", disse Kate Lang, representante da FAA na área de administração aeroportuária, em uma entrevista.

Nem todas as administrações aeroportuárias têm sido diligentes. O Aeroporto Teterboro, em Nova Jersey, por exemplo, comunicou 46 colisões durante os primeiros sete meses de 2008, mas apenas 12, no mesmo período em 2009. Quando foi questionado pela imprensa sobre a diminuição, a administração do aeroporto informou ter havido 28 colisões, e não 12, nesse período, mas estes 16 reportes tinham sido esquecidos.

Um porta-voz da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, John Kelly, disse que a falta de informação foi um descuido e que a administração do aeroporto iria, de imediato, enviar os registros dos choques ainda não comunicados. A entidade administra o aeroporto que, no ano passado, teve um dos maiores índices de colisões com aves no país. Dolbeer, especialista do governo sobre o assunto, disse que várias colisões graves ocorridas longe dos aeroportos eram especialmente preocupantes.

No dia 4 de novembro de 2009, sobre a porção leste do Arizona, o piloto Roger Wutke havia iniciado a descida de 11.000 pés, a bordo de sua aeronave, um Beech 99, bimotor à hélice, quando um mergulhão de pescoço preto "Aechmophorus occidentalis" adentrou a aeronave pelo para-brisa. A ave acertou o piloto, arrancou-lhe os óculos, quebrou seus fones de rádio-comunicação e cobriu-o de sangue.

Sem condições de enxergar muito bem, devido ao fluxo de ar através do para-brisa quebrado, e, pior ainda, sem condições de ouvir os controladores de tráfego aéreo, devido ao forte ruído, Wutke ainda assim conseguiu pousar seu avião com segurança. "Eu não sei como eu fiz isso, foi muito difícil", disse em entrevista.

Dois dias antes, um jato da Delta Air Lines fazendo a rota entre Phoenix e Salt Lake City, com 65 passageiros, bateu em aves da mesma espécie, a cerca de 12.000 pés. O impacto produziu um buraco de 55 centímetros na fuselagem do MD-90, obrigando os pilotos a declarar situação de emergência e retornar para o Aeroporto de Phoenix.

Em 14 de novembro de 2009, um Airbus A319 da empresa Frontier Airlines ia para Denver, quando colidiu com um bando de gansos da neve "Anser caerulescens" a cerca de 4.000 pés, forçando o desligamento de um dos motores. O outro motor também foi atingido, mas não apresentou perda de potência, o avião retornou à cidade de Kansas para um pouso de emergência.

A FAA tem se preocupado principalmente em manter as aves fora dos aeroportos, onde a maioria das colisões acaba ocorrendo. Mas o mergulhão de pescoço preto e o ganso da neve são aves migratórias e estavam voando bem longe de aeroportos quando estas colisões ocorreram – “prova de que mais atenção deve ser necessária para reduzir a ameaça de colisões de aeronaves com animais mesmo longe dos aeroportos”, disse Dolbeer.

A FAA declarou que está fiscalizando e pressionando os aeroportos que ainda não conseguiram completar os requisitos necessários de análise do risco sobre o assunto. “Foram identificados 91 aeroportos que deveriam ter realizado avaliações de risco formais, mas essas avaliações ainda não foram entregues à agência”, disse Lang. Também estão sendo conduzidos testes com diferentes tipos de radares para detecção de aves, que permitirão ao pessoal dentro dos aeroportos encontrá-las e afastá-las.

Alguns aeroportos estão substituindo arbustos que atraem aves e insetos que servem de alimento para as aves. Em alguns casos, os aeroportos estão utilizando a falcoaria para afugentar bandos de aves menores. “Uma comissão mista governo-indústria que desenvolve soluções para os problemas de segurança na aviação recentemente inseriu o assunto entre seus temas-chave de pesquisa”, disse Lang.

De janeiro a julho de 2009, houve 4.671 colisões relatadas para o banco de dados do governo, um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2008. Ainda neste período, as colisões com consequências mais severas aumentaram 36%.

Os funcionários que trabalham com o banco de dados ainda estão inserindo manualmente os reportes recebidos em papel, relativos ao segundo semestre de 2009. Eles declararam que os reportes on-line indicaram um aumento ainda maior durante o período. O banco de dados inclui colisões com todas as espécies de animais - como veados e coiotes nas pistas - mas, historicamente, 98% dos incidentes relatados envolvem aves.

Houve um caso, de acordo com os relatórios do governo, em que uma águia americana "Haliaeetus leucocephalus" foi sugada pela turbina direita de uma aeronave Boeing 757, da United Airlines, que acabara de decolar do Aeroporto Internacional de Denver, causando US$ 14 milhões em danos. O avião, com 151 passageiros e tripulantes, que iria para São Francisco, foi obrigado a retornar para Denver.

Em dezembro de 2009, uma aeronave Boeing 767, da Continental Airlines, com 134 passageiros colidiu com aves, após ter decolado do Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, danificando um dos motores. O avião permaneceu em voo, alijando 37.000 litros de combustível de aviação sobre um distrito a oeste do aeroporto, antes de retornar para o pouso de emergência.

Os dados mostraram que, nos primeiros sete meses de 2009, 218 aeroportos relataram números de colisões inferiores aos reportados no mesmo período de 2008, mas 351 aeroportos notificaram mais colisões. Cinquenta e nove aeroportos relataram números semelhantes ao do ano anterior.

Entre os aeroportos que apresentaram maior aumento nas notificações estão: o Internacional Buffalo-Niagara, que notificou 22 colisões, no período de 2008, e 46, no mesmo período em 2009; o George Bush Intercontinental, em Houston, que saltou de 20 para 64 colisões; o Detroit Metro, que aumentou de 49 para 91; o Internacional Baltimore-Washington Thurgood Marshall, que saltou de 35 para 52 e o Internacional de Orlando, na Flórida, que saltou de 39 para 59 colisões relatadas.

O Aeroporto de Denver registrou o maior número de colisões com pássaros nos primeiros sete meses de 2009, nos EUA, com 273 notificações enviadas, um aumento de mais de 223 registros emitidos em relação ao mesmo período de 2008. Este aeroporto é o que investe mais dinheiro, e contratou um segundo biólogo. O aeroporto tem uma área de 135 quilômetros quadrados, o que o torna o maior dos EUA, sendo cercado por áreas agrícolas. Autoridades locais aprovaram a instalação de um aterro sanitário próximo ao aeroporto, em 2008, apesar das informações de que a área de deposição irá ser um foco atrativo de aves.

A FAA aprovou os planos da Prefeitura de Nova Iorque para a instalação de uma estação de transferência de lixo, a cerca de 650 metros de uma das cabeceiras do Aeroporto LaGuardia - o mesmo utilizado na decolagem do Voo 1549, da empresa US Airways. Momentos depois, esta aeronave atingiu os gansos e teve que pousar em emergência no Hudson. Em ambos os casos, as autoridades locais declararam que as instalações do lixo poderiam ser adequadamente controladas para que não venham a atrair as aves.

Entre os aeroportos com diminuição no número de notificações no período, os dados mostraram que ocorreram 23 colisões, no Internacional de Tampa, e apenas 10 em 2009; o Internacional Cleveland Hopkins emitiu registro de 73, em 2008, e apenas 53, em 2009. Ambos os aeroportos declararam que os números são a expressão da verdade nos respectivos períodos.

“O Aeroporto de Cleveland tem trabalhado agressivamente em métodos de expulsão das aves, bem como na redução das fontes de alimentos”, disse Jackie Mayo, o porta-voz do aeroporto. “O Aeroporto de Tampa também realiza ações de afugentamento das aves e atribuiu parte da redução no número de notificações à redução do fluxo de aeronaves”, disse Robert Burr, seu Diretor de Operações. O tráfego aéreo se manteve reduzido nos EUA, em 2009, devido à crise da economia mundial.

A comunicação de colisões de aeronaves com animais é voluntária, embora o National Transportation Safety Board (NTSB) tenha recomendado, em 1999, que a FAA deveria torná-lo obrigatório.

Bird data near record 10.000 per year (Título original)

Traduzido por Henrique Rubens Balta de Oliveira – Maj Aviador

http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/scs/noticias.php?codigo=49